Cruel amor
Pouco se sabe de você,
tão confundido,
tão incompreendido.
Vives entre as margens do perfeito e do imperfeito.
Cruel amor…
Da primeira vez em meu peito, fizeste-me chorar;
da última, fizeste-me questionar,
culpando-me pela minha errada forma de sentir.
Tão cruel és, amor.
Disseste que querias ficar,
mas te fizeste distante do nosso lar.
Ah, cruel amor!
Mesmo com todos os teus porquês,
quis ficar, pois graça não haveria sem poder te tocar.
Cruel és, amor,
que me dizes o que quero ouvir, só para depois me enganar,
fazendo-me crer que és o certo
para, então, me deixar sem lar.
És cruel ao não me ensinar a te identificar
se vens para me amar
ou apenas para me abandonar.
Sofro toda vez que voltas para me reencontrar.
Ó cruel amor…
Abrace-me apenas se quiseres ficar.
Jonatielen Silva
0 comentários:
Postar um comentário