Pouco há de mim

 Pouco há de mim

Tão pouco há de mim

Que me refiz em milhões de poemas,

Sem ter, sequer, um fragmento verdadeiro de mim.


Pouco há de mim…

Sem saber construir o muito que sou,

Abracei multidões sem coração,

Frágeis como eu.


Endureci o ser,

Tentando ser mais do que posso,

Mas em pedaços me tornei,

Pois tão pouco busquei sobre mim.


Ainda assim, pouco restava de mim

Quando minha alma bradou suas dores,

Falando tanto sobre mim.

Fugir!

Foi o que temi,

Pois, ao não querer ser,

Deixava de ser o melhor de mim.


Trilhando ao longe…

Tanto encanto havia no teu existir,

Mas preferi milhões de partes,

Sem pertencer a nenhuma delas,

Sem pertencer a mim.


Pobre era eu, tão pobre de mim.


Jonatielen Silva 

                                                                          


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