De nada vales, se eu não sou.

 De nada vales, se eu não sou.

De nada vales, se nada tenho.

De nada vales, se não pertenço.

De nada vales, se não me entrego.

De nada vales, se não vives 

os amores e desamores,

a gratidão e a ingratidão,

os dias de sol  e também os de chuva.


De nada vales…


Terás que suportar.

Entenderás que de nada vales, se não viveres.

Haverá histórias para contar 

mesmo aquelas que, às vezes, farão teus olhos chorar em silêncio.

Mas verás:

de nada vales, se não te entregares.


Viverias!

Viverias o silêncio que ensurdece.

Estarias acompanhado mas só de ti.

E não haveria alento para o teu ser.

Sofrerias mais por não pertencer

do que por qualquer perda.

Serias como uma árvore morta,

submersa num rio sem corrente.


Viverias…

Com um monstro chamado “eu”.

E a tua alma agonizaria.

Pois nascida foi tua alma

para pertencer 

e não apenas existir.


Jonatielen Silva 

                                                                  


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